Setor de serviços registra crescimento após mudanças no cálculo do IBGE

O IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou dados que mostram um crescimento no volume do setor de serviços brasileiros. O novo dado veio através de uma mudança na metodologia de cálculo do índice. Com a mudança, o setor registrou crescimento de 0,7% a mais no mês de fevereiro em relação ao mês de janeiro, o destaque, no entanto, ficou por conta dos serviços prestados à família. Mesmo com os dados de crescimento desse ano, o percentual não superou o crescimento do ano passado no mesmo mês, pelo contrário, houve uma queda de 5,1% em relação ao ano passado.

O setor vinha apresentando uma queda constante, até que no mês de janeiro, o IBGE fez alterações no método usado para o cálculo. No mês de janeiro já deu para perceber a diferença, o setor subiu 0,2% após ter tido uma queda significativa de 2,2%. A metodologia antiga usava dados de 2011, que são atualmente muito antigos para o cálculo, o novo método utiliza o ano de 2014 como base para formular os dados.

Roberto Saldanha, que é gerente da pesquisa realizada pelo IBGE, revelou em entrevista: “Estamos no quarto mês com crescimento na margem e isso mostra sinal positivo. Se você olhar com mais cuidado, o setor apresenta expansão e movimento de reação”. Segundo Roberto Saldanha, o pensamento é de otimismo em relação ao crescimento do setor.

O IBGE revelou que no mês de fevereiro, os segmentos de Serviços Prestados às Famílias, teve um crescimento de 0,6%. Outros destaques do mês foram: Transportes, Correios, e Serviços Auxiliares dos Transportes, com crescimento de 0,5%; e Serviços Complementares, Administrativos e Profissionais, com crescimento de 0,2%. Em contrapartida ao crescimento, o setor de Serviços de Informação e Comunicação, apontou uma queda de 1,5% no mesmo período.

Outro setor que registrou um pequeno crescimento foi o de Atividades Turísticas, com 0,2% de janeiro para fevereiro. Os especialistas explicam que o crescimento nesse setor tem a ver com as datas comemorativas, no caso, o carnaval que atrai milhares de turistas todos os anos.

O setor que mais sofreu o impacto da crise foi o de serviços. A queda começou logo quando a taxa de desemprego aumentou no país, isso porque com menos profissionais, os serviços ficam limitados. A queda de desemprego nesse setor chegou a atingir 13,5 milhões de pessoas desempregadas. Isso tudo aconteceu em plena desaceleração da inflação. Com o desemprego em alta e com a economia das famílias cada vez mais escassa, o setor de serviços passou por um longo período de queda.

A estimativa é que o setor retome o crescimento dentro dos próximos meses, ainda mais agora com a liberação das contas inativas do FGTS. O governo espera que essa solução simples possa ajudar na economia do país, agregando pontos positivos para diversos setores econômicos.

PPP’s: Uma solução para o problema do governo brasileiro de investir em infraestrutura – Com Felipe Montoro Jens

Existem, em um país, investimentos básicos que precisam ser feitos para que a população tenha condições mínimas de desenvolvimento. Entre eles, está a saúde, educação, saneamento básico, transporte, e mobilidade urbana. Mas justamente por serem essenciais, também são, atualmente, os setores da economia que mais exigem investimentos.

Que o Brasil enfrenta dificuldades financeiras, porém, não é novidade para ninguém e suprir os investimentos para infraestrutura em todos os campos sociais torna-se uma tarefa um tanto complicada. Mas para resolver situações como essa, trabalha-se em soluções – e, uma delas, segundo o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens, são as Parcerias Público-Privadas (PPP’s).

Jens explica que “com o apoio do setor privado, que têm capacidade e expertise para estruturar e investir em tais projetos, as PPP’s têm ajudado o Brasil a reduzir seu déficit de infraestrutura, especialmente em setores como transporte (incluindo mobilidade urbana) e saneamento básico”. Em dezembro de 2004, inclusive, foi promulgada a Lei Federal 11.079/04, que institui normas gerais para licitação e contratação de Parceria Público-Privada no âmbito da administração pública. Desta forma, “as PPPs ganharam impulso e permitiram que o país estruturasse um número de projetos que eram economicamente inviáveis, porém, de crítica importância para a sociedade Brasileira”, acentua Felipe Montoro Jens.

Bom, a solução parece ser “simples”, contudo, obviamente, não é bem assim e existem algumas dificuldades que atrapalham o processo. “Mesmo que hoje tenhamos mais PPPs do que há dez anos, o número ainda é pequeno. Um dos motivos para isso é que, apesar de uma robusta regulação, algumas das garantias oferecidas pelo parceiro público às suas obrigações contratuais de pagamento, ainda enfrentam desafios”, lamenta o especialista em Projetos de Infraestrutura, que acrescenta – “Resolver tais obstáculos é crucial, já que os mecanismos estabelecidos terão que durar e garantir por muitos anos – às vezes, décadas – as obrigações de pagamento que serão honradas de qualquer jeito. Em outros países latino-americanos, como Peru, Colômbia e Chile, uma estrutura mais robusta de garantia tornou possível o crescimento e desenvolvimento das PPPs.”

Para Felipe Montoro Jens, os governos precisam oferecer às suas parcerias, garantias a “prova de balas”. Assim, investidores e financiadores serão incentivados a assumir os riscos de pagamento – esses servirão de financiamento a longo prazo para as PPP’, por 20-30 anos, por exemplo.

Além disso, outro aspecto que resultaria no aumento da capacidade de investimento pelo setor privado, e que ainda está sendo considerado, é a isenção de impostos para PPPs, destaca Felipe Montoro Jens. Conforme ressalta o especialista, “atualmente, 30-40% dos pagamentos feitos para parceiros privados retornam para o governo sob a forma de imposto, tornando esses projetos mais caros”. Entretanto, para que o programa de PPP funcione de forma efetiva, é preciso que os interesses e necessidades do público privado e da sociedade estejam equilibrados.

Ele ainda pondera – “Sem dúvidas, as PPPs são um poderoso instrumento de melhora de serviços públicos permitindo que o Brasil melhore a infraestrutura – incluindo a infraestrutura social – das cidades. A sociedade local merece e pede por isso. Com alguns poucos ajustes e um melhor entendimento do governo e da sociedade acerca das PPP’s, o Brasil poderá se beneficiar bastante desse instrumento”, conclui Felipe Montoro Jens.

 

Ferrari inaugura parque temático na Espanha

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Foi inaugurado no mês de abril de 2017 o novo parque temático da Ferrari, a famosa montadora de carros da Itália. O parque, chamado de Ferrari Land, fica na cidade de Salou, a cerca de uma hora de carro de Barcelona, e possui uma área de 70 mil metros quadrados, localizando-se no anexo do PortAventura, um parque bastante visitado da região.

Com várias atrações e ambientações que fazem homenagem à Itália, incluindo réplicas do Coliseu, importante ponto turístico de Roma, e do Campanário de São Marcos, que fica em Veneza, o Ferrari Land é uma espécie de “Disney para os apaixonados por carros de luxo”. Nele, é possível conhecer e andar na montanha-russa mais alta e rápida da Europa, a Vertical Accelerator, que consegue atingir uma velocidade de até 180 quilômetros por hora em apenas cinco segundos, além de lançar os carrinhos a uma altura de mais de 110 metros.

Outra atração de destaque do parque é o Bounce-Back Tower, um elevador que reproduz os movimentos feitos pelos pistões do motor de um automóvel, com cerca de 50 metros de altura e um circuito através do qual os visitantes conseguem dirigir miniaturas dos principais clássicos da Ferrari. Além disso, o parque também possui simuladores realistas da Fórmula 1.

Em relação aos valores para visitar o parque, o ingresso mais barato para passar um dia no Ferrari Land e no PortAventura Park sai pelo preço de €60 para as pessoas entre 11 a 59 anos, e €52 para as crianças de 4 a 10 anos e idosos com mais de 60 anos.

O Ferrari Land é o segundo parque da marca no mundo, o primeiro foi o Ferrari World, aberto na cidade de Abu Dhabi em 2010 e um grande sucesso de público desde então. Em Abu Dhabi, o parque está localizado próximo ao circuito de Fórmula 1 da cidade, com atrações que remetem a esse universo de carros de luxo e velocidade.

É nele em que está a  montanha-russa mais veloz do mundo, chamada de Formula Rossa, capaz de atingir uma velocidade de até 240 quilômetros por hora. Além dos brinquedos radicais, o parque também oferece atrações para toda a família, como o Speed of Magic, um cinema 4D que lembra um jogo de videogame, no qual as cadeiras se mexem e os visitantes se sentem como se estivessem dirigindo uma Ferrari em vários ambientes diferentes, e o Viaggio in Italia, que também é um cinema, e simula um vôo sobre a Itália, passando pelas cidades mais famosas como Veneza, Roma e Toscana.

No complexo em que se encontra o Ferrari World, os visitantes ainda podem aproveitar para conhecer um enorme parque aquático, campos de golfe, pistas de corrida e marinas.

 

 

 

Bandeira vermelha foi acionada e conta de luz fica mais cara 

 

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O mês de abril começou com bandeira vermelha na conta de energia que deve ir até novembro. Esse mês tem desconto, mas até o fim do ano, a luz vai pesar mais no orçamento das famílias. Com a bandeira vermelha as contas subirão o dobro da inflação.

Apesar de no mês que vem a conta vir com desconto como já estava programado, deve-se ter muito cuidado para não aumentar o consumo, porque a energia está mais cara. A agência Nacional de Energia Elétrica, prevê que por causa da falta de chuvas, a bandeira vermelha vai permanecer na conta de luz até novembro.

Micro-ondas mostrando as horas, aparelhos no modo de espera, estão todos consumindo energia, pouco, mas somando isso até o final de um ano, torna-se muito impactante no valor da conta com bandeira vermelha. Isso somando ao vilão do gasto em uma residência que é o chuveiro, mais o ferro de passar roupas, a comida que é guardada quente na geladeira, a geladeira abrindo e fechando e um monte de luz acesa sem ninguém estar usando, fica caro a curto, médio e longo prazo. Tudo isso custa muito dinheiro e trabalho para o corretor de imóveis, Aurélio Matias Bordalo. “Os meninos vão acendendo e eu vou logo em seguida apagando. Sábado nós aumentamos a fiscalização.”

Desde sábado dia 1 de abril de 2017, cada 100 KW/H passou a custar R$ 3,00 a mais na conta de energia. Na conta de Aurélio que gasta em média 1000 KW/H, o aumento será de R$ 30,00 a mais por mês.

É a história que todos nós já conhecemos, choveu pouco, as usinas térmicas foram acionadas e a energia delas é mais cara. Na conta de luz vai aparecer bandeira vermelha, mas na fatura que vier com a cobrança de abril, ainda não vai dar para ver que a conta está mais alta. É porque existe um desconto de um valor que foi autorizado e cobrado a mais dos brasileiros, e que pode chegar até 19,5% dependendo da concessionaria. Sem ver o aumento real, o risco é relaxar no consumo deliberado e pagar um preço alto na conta do mês de maio.

A Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – calcula que vai ser assim pelo menos até o mês de novembro. É a previsão de acordo com o nível dos reservatórios de água. “Ela vai ficar no patamar de bandeira vermelha eventualmente até caindo para amarela, mas até o próximo período úmido é o melhor cenário que nós temos”, explica o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino. A energia compromete 3,5% do orçamento das famílias brasileiras.

“É como qualquer outro bem ou qualquer outro serviço, se as pessoas de modo geral estão com a renda relativamente baixa para gastar, então é necessário fazer corte em tudo aquilo que se puder fazer, inclusive energia elétrica”, diz o economista, Marcos Sarmento Melo.

Veja também: Governo vai subir impostos para cumprir meta fiscal, diz Meirelles.

Luciana Lóssio é destaque na luta pela representação feminina na política

Segundo informações divulgadas pela União Interparlamentar, instituição internacional que supervisiona os parlamentos dos países, o Brasil ainda está longe de ser um exemplo no que diz respeito a representação feminina na política. Entre os quase 200 países estudados, o Brasil se encontra somente na 116ª posição, atrás de países conservadores como a Árabia Saudita, o que significa que ainda existe muito a ser feito no país até que ele se torne um local onde as mulheres sejam bem representadas no Parlamento Nacional.

Essa questão das mulheres ainda possuírem uma participação bastante limitada no cenário político do país, tanto em cargos do Poder Legislativo, como também nos cargos do Poder Executivo, levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a desenvolver ações responsáveis por conscientizar a população brasileira sobre esse tema, tudo isso através de um debate amplo sobre a importância da representatividade feminina.

Entre as ações desenvolvidas, o tribunal lançou uma campanha durante as eleições de 2016 que foi ao ar em várias estações de rádio e emissoras de televisão, a qual destacava sobre como é essencial a participação das mulheres na política do país. Através de ações como essa, o intuito do TSE é fomentar esse debate nos diferentes setores da sociedade brasileira.

Segundo a ministra Luciana Lóssio, em poucos meses de divulgação essa campanha já conseguiu gerar resultados surpreendente. Para ela, essa discussão tem se tornado cada vez mais presente em conversas entre amigos, familiares e também nas escolas e universidades, um passo importantíssimo para que a população perceba o quanto é importante que as mulheres se envolvam mais com a política.

Outra ação de grande relevância defendida pelo Tribunal Superior Eleitoral, de acordo com Luciana Lóssio, foi realizar uma fiscalização extensa e completa nos partidos políticos para ter a certeza de que estes estavam cumprindo a cota mínima se ter pelo menos 30% de candidatas mulheres concorrendo nas eleições.

Essa cota mínima está prevista na Lei Eleitoral 9.504/1997, mas apesar disso, muitos partidos ainda descumprem esses termos, o que exige um monitoramento contínuo do TSE, especialmente durante o período das eleições.

Luciana Lóssio é natural no Distrito Federal e fez o curso de Direito pela Universidade de Brasília (UniCEUB), em 1999. Depois de passar no exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ela já demonstrou grande interesse em continuar estudando sobre os Estudos Eleitorais e Partidos Políticos, o que a motivou a cursar nos anos seguintes algumas especializações sobre o tema.

Atualmente Conselheira do Conselho Nacional de Direitos Humanos e Presidente da Associação de Magistradas Eleitorais Ibero-Americanas, Luciana Lóssio é um dos nomes mais importantes do Direito Eleitoral no Brasil, tendo inclusive se destacado também no cenário acadêmico através da publicação de três artigos sobre o tema.

Além disso, ela também atua como advogada e ministra do TSE, tendo se concentrado nos últimos anos no trabalho em prol de campanhas de conscientização sobre a importância da participação feminina na política brasileira, o que faz de Luciana Lóssio uma das ativistas de maior destaque dessa causa no país.

 

 

Como a tecnologia pode ajudar na organização das tarefas de casa

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Antigamente era muito comum a utilização de listas de compras na hora de ir ao mercado, lembretes fixados na geladeira para ajudar na organização dos afazeres domésticos e até as velhas cadernetas com anotações de contas a pagar. Hoje, com o avanço da tecnologia tornou-se habitual o uso de aplicativos, não só para aumentar a eficiência no trabalho e nos estudos, mas também para melhorar a administração das tarefas do dia a dia.

São vários aplicativos desenvolvidos para as mais diversas funções que visam facilitar a vida das pessoas, como por exemplo: planilhas para gerenciar o orçamento doméstico ou mesmo listas de atividades para auxiliar aqueles com problemas de organização. Dentre as inúmeras alternativas que esses programas oferecem, a economia de tempo e a possibilidade de compartilhamento de informações tem destaque entre os usuários.

Evernote

Fornece opções variadas como lista de tarefas, lembretes e notas, também é possível incluir fotos, áudios e anexos, digitalizar documentos e compartilhar informações com outros usuários. O Evernote possibilita ainda organizar as notas por cadernos e ainda acrescentar tags para facilitar a localização dos arquivos.

Boa Lista

Ajuda a criar uma lista de compras para que o usuário economize, comparando preços de produtos e indicando as lojas e supermercados que possuem preços mais baixo. Também oferece a possibilidade de utilizar a câmera do celular para ler códigos de barras e consultar os preços dos produtos.

 

Guia Bolso

Permite a organização dos gastos auxiliando o gerenciamento financeiro do usuário. O aplicativo elabora um gráfico de despesas mensais e informa, com detalhes, onde você está gastando o dinheiro. O programa também compara opções de empréstimos apontando a melhor alternativa disponível no mercado, além de consultar através do CPF possíveis pendências.

 

Yupee

Este aplicativo é similar ao anterior, monitora os gastos e controla onde e como o dinheiro foi empregado. Ele possibilita cadastrar valores de despesas ou receitas gerando relatórios detalhados para o usuário. O software disponibiliza ainda uma ferramenta chamada “Sonhos” que auxilia na hora de se planejar financeiramente para economizar e alcançar o seu objetivo.

 

Organizze

Assim como os aplicativos semelhantes, o Organizze permite controlar melhor seus gastos fornecendo gráficos fáceis de interpretar e ainda tem a opção de criar alertas para não atrasar no pagamento de contas, evitando os temidos juros. O site do aplicativo disponibiliza um blog com dicas sobre finanças pessoais e também dispõe da ferramenta “Metas” que auxilia o usuário a economizar dinheiro.

 

Carne e embutidos terão aumento de 6,5% em São Paulo

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O Estado de São Paulo divulgou que o preço das carnes e dos embutidos em geral subirá de 6%, para 6,5% em todo o estado. Os responsáveis pelo aumento alegam que é referente a cobrança já comentada sobre a “Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS”. O cálculo realizado sobre o aumento desses alimentos foi feito por Pedro Celso Gonçalves, que é presidente da “Associação Paulista de Supermercados – Apas”, e representa cerca de 3 mil lojas na região de São Paulo.

De acordo com a análise feita por Gonçalves, o estoque e a concorrência são dois fatores determinantes que farão com que os comerciantes aumentem o preço mais rapidamente. No entanto, o aumento será notado já em abril. Ou seja, o consumidor do estado de São Paulo que imaginou que a carne ficaria mais barata por causa de todo o escândalo da Carne Fraca, se surpreendeu com mais esse novo imposto cobrado também nesses alimentos.

O ICMS não era cobrado sobre a carne desde o ano de 2009 em São Paulo. Foi a partir do final do ano passado, que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, resolveu cobrar o imposto ICMS da carne. A nova regra estabelecida pelo governador e seus companheiros, é de que o varejista poderá receber um crédito de 7% no valor do ICMS, se acaso ele comprar a carne diretamente dos frigoríficos. As mudanças feitas pelos responsáveis em aumentar o valor desses alimentos, na verdade reforça que os comerciantes comprem ou continuem comprando dos frigoríficos. No entanto, a tática elaborada por eles parece uma estratégia para que os comerciantes não parem de comprar dos frigoríficos.

Já no caso do consumidor, que compra carne adulterada, fora da data de validade, sob condições negligentes, terá que pagar ainda mais caro para ter a carne de um animal morto no prato. O ICMS cobrado nas carnes, será equivalente a cerca de 11% do valor total do produto. A Apas, avalia que esse aumento no imposto atingirá o valor final do produto, sendo assim o consumidor passará a pagar mais caro para consumir a carne e os embutidos.

A grande questão é como ainda existem consumidores destinados a comprar esses tipos de produtos, mesmo sabendo que os embutidos são um dos alimentos mais cancerígenos no mundo e que a carne vendida dentro do Brasil não é confiável. No caso dos cidadãos do estado de São Paulo, ainda terão outro motivo para se revoltarem contra a grande indústria de carnes: o aumento na compra do supermercado. Essa notícia do aumento já havia sido comentada anteriormente pelo governador, porém só chegou a se oficializar depois que as indústrias não conseguiram vender seus produtos fora do país. Cabe ao consumidor aceitar ou não mais esse impasse no consumo de carne.

Veja o que a carne passa para chegar na sua casa.

 

 

O jornal Zero hora – do grupo RBS, presidido por Duda Melzer – é reconhecido em concurso mundial de design

A Zero Hora (ZH) – jornal integrante do Grupo RBS, presidido por Eduardo Sirotsky Melzer, conhecido também como Duda Melzer mais uma vez foi premiada pela Society for News Design (SND), uma organização internacional que trabalha para melhorar a comunicação por meio da excelência no jornalismo visual e reconhece, todos os anos, os destaques em design, arte e fotografia entre os jornais impressos e revistas do mundo.

A sexta edição do Best of Digital Design Competition – em português, “Melhores do Design Digital” – que este ano contou com a assistência de 14 jurados, colocou, através do Prêmio de Excelência, o jornal gaúcho entre os 303 selecionados dos cerca de mil trabalhos escritos de diversos países. Destes, os vencedores serão premiados no workshop anual da entidade, na cidade de Charlotte (EUA), dos dias 19 a 21 de abril.

Os especiais “Mangá Colorado”, de Gilmar Fraga e Diogo Perin, e “Descubra seu candidato”, de Leonardo Azevedo e Guilherme Maron, publicados no site de Zero Hora, foram os trabalhos que deram o “Oscar” à empresa do Duda Melzer.

“Descubra seu candidato” é um quiz que possibilitou que o usuário respondesse a diversas perguntas e, a partir delas, descobrisse com qual dos candidatos à eleição para prefeito de Porto Alegre (RS), tinha mais afinidade. Já o “Mangá Colorado” é uma história em quadrinhos que comemora o 10º aniversário do título do Mundial de Clubes do gaúcho Internacional. A escolha dos 303 selecionados foi feita em dois dias, no campus Medill da Northwestern University em Washington, D.C.

Contudo, não é a primeira vez que a ZH é reconhecida pela SND, em março do ano passado, o jornal foi premiado com o game “Seja um Libertador da América”, produzido por Leonardo Oliveira e Guilherme Maron para marcar os 20 anos do bicampeonato da América pelo Grêmio. Em 2015, o jornal também ganhou reconhecimento por uma combinação de ilustrações e infografias dos jogadores e seleção que foram estrelas na Copa do Mundo de 2014.

“Em mais um ano, o nosso trabalho é destacado pela SND com um prêmio consagrado como o Oscar do design gráfico dos jornais e das revistas do mundo. Reconhecimento que sinaliza que estamos no caminho certo e valoriza, ainda mais, a nossa busca pela qualidade jornalística”, ressaltou o editor de Arte de ZH, Leandro Maciel.

Duda Melzer

Formado em Administração de Empresas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), aos 26 anos, o presidente da RBS, Duda Melzer, é Mestre em Administração de Negócios e tem dois cursos executivos, feitos nos Estados Unidos.

A carreira profissional do membro da terceira geração dos  Sirotsky, neto mais velho do fundador da RBS, Maurício Sirotsky Sobrinho, começou ainda nos EUA, em 2002, como Analista Financeiro Sênior da Delphi Corporation. Em 2004, foi Diretor-Geral da empresa de mídia não-tradicional BoxTop Media. Aos 32 anos de idade, de volta ao Brasil e depois de um longo caminho percorrido, Duda Melzer chegou ao negócio da família.

 

Corte de gastos no orçamento é maior do que o esperado

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Depois de um dia de reuniões longas no Ministério da Fazenda, a equipe econômica anunciou as medidas para tapar o rombo extra de quase R$ 58,2 bilhões no orçamento de 2017. Isso para poder fechar o ano com um déficit de 139 bilhões, a meta prevista. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles, explicou porque o governo vai voltar a cobrar mais impostos na folha de pagamento de alguns setores e em outros não:

Tomamos também a decisão de corrigir um processo, que também veio do passado e que era conhecido como desoneração da folha de pagamento. Existe, no entanto, ainda a preservação de alguns setores que são altamente geradores de mão de obra, e setores para os quais segundo estudos técnicos, de fato essa medida faz efeito” diz Meirelles.

Alguns economistas acreditavam que o governo pudesse aumentar impostos e contribuições como, PIS, COFINS e a CIDE, cobrada sobre combustíveis. Mas a equipe econômica preferiu fazer um corte mais profundo nos gastos, e não jogar tanto peso nas costas do contribuinte.

Decidiu-se não fazer simplesmente aumento de impostos ou tributos, porque julgamos como temos avaliado outras vezes, que isso seria prejudicial à retomada do crescimento econômico” afirma Meirelles.

Um ponto elogiado por vários economistas, foi a opção de não mexer muito na carga tributária. “Ainda que a gente possa ver uma tendência de recuperação da economia, estamos falando de um quadro econômico muito frágil, então certamente não é o momento para mexer em aumento de tributação. Isso poderia fragilizar a economia em um momento que ainda o quadro é muito instável“, explica a economista-chefe/XP Investimentos, Zeina Latif.

Essa outra economista acredita, que embora afete o custo de produção das empresas, o fim do programa de desoneração da folha de pagamento para quase todos os setores beneficiados, não deve ter impacto significativo em aumento de preços. “Essas empresas irão repassar esse aumento de impostos para os preços finais de seus produtos, serviços, mas claro, sempre tem essa tendência. Mas o momento atual de atividade econômica muito fraca, acaba limitando esse repasse. Então, acho muito difícil que esse aumento de impostos anunciado, vai impactar significativamente por exemplo, o cenário de inflação tendo efeitos para a politica monetária do Banco Central. Acho muito difícil.” explica a economista/Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro.

Depois de dois anos seguidos de cortes de gastos, os economistas lembram que não será fácil apertar ainda mais o cinto. Sem gordura para queimar, os investimentos públicos serão comprometidos. Quando gasta menos, o governo injeta menos dinheiro na economia e a roda gira mais devagar.

A economia cresce a curto prazo, mas um lado positivo, é que isso resgata a confiança de consumidores, de empresários com mais confiança. Com mais confiança, você investe mais, consome mais, então se por um lado existem impactos negativos, por outro, acho que os sinais são muito bons em termos de crescimento” explica o economista/Banco Votorantim, Roberto Padovani.

 

Consumidores culpam o governo e a indústria pela carne podre   

Com a explosão da Operação Carne Fraca, o número de consumidores de carne começou a diminuir. A falta da confiança por parte do consumidor no produto em que está comprando, é o principal fator que fez com que eles fugissem dos açougues, sem contar a indignação da população por consumir carne podre.

Os consumidores que se sentiram humilhados com toda essa situação, não somente deixaram de comprar carne, como também passaram a fazer diversas reclamações, tanto do governo que permitiu essa falcatrua, quanto das empresas que foram diretamente responsáveis por enganar seus consumidores. Essas reclamações foram descobertas através de uma pesquisa elaborada pela MindMiners, e com a parceria do Meio & Mensagem.

As investigações falam sobre o envolvimento de políticos com empresas fraudulentas, dentre elas, estão as duas grandes responsáveis pela maior produção de carne no Brasil, a JBS e a BRF. As denúncias de carne estragada ou adulterada estão sendo analisadas pela Polícia Federal, e junto a isso, o envolvimento de pessoas no poder.

A MindMiners organizou uma pesquisa onde listou nomes que seriam responsáveis pelo escândalo da carne podre, e perguntou a diversos consumidores a quem eles atribuíam a culpa. Os três primeiros lugares são: Corrupção entre governo e empresas – 73%, Falta de fiscalização do governo – 65% e Indústria (JBS, BRF, Seara, ect) – 58%. No caso, a maioria das pessoas que responderam a pesquisa atribuíram a culpa aos governantes e a indústria.

O restante dos consumidores alegaram que a culpa é dos: Presidentes das empresas – 33%, Funcionários das empresas – 17%, Supermercados/Mercados – 4%, Consumidor – 3% e o Pequeno Comércio – 2%. Menos da metade das pessoas que responderam a pesquisa julgam que o escândalo da carne não tem envolvimento com corrupção e fraudes da indústria.

A pesquisa ainda apontou que os consumidores estão mais preocupados depois que foram divulgadas as notícias sobre a carne estragada. Com isso, os consumidores alegaram que alteraram alguns hábitos de consumo, como deixar de comprar a carne e optar por outras opções. Os dados da pesquisa revelaram que 16% das pessoas jogaram peças de carne fora depois que viram o escândalo sobre a carne. Os consumidores ainda revelaram que pretendem diminuir ou exterminar o consumo de carne.

A pesquisa contou com a opinião de mil pessoas, e elas citaram espontaneamente algumas marcas como principais responsáveis pelas fraudes com a carne. Dentre elas estão: Sadia, Perdigão, Seara, Friboi, e as indústrias BRF e a JBS. Durante a pesquisa os consumidores foram questionados sobre qual seria o envolvimento dessas marcas e empresas com as denúncias sobre a carne estragada. Os consumidores alegaram que as marcas e empresas devem se responsabilizar pelos atos criminosos cometidos, e reparar todo o estrago que fizeram. Além disso, os consumidores exigem que as empresas fiscalizem corretamente.

 

Veja também, o que a carne passa até chegar nos açougues.