Felipe Montoro Jens reporta sobre o projeto de concessão do Complexo do Ibirapuera

Nove empresas receberam a autorização do Governo do Estado de São Paulo para fazer um estudo que analise a viabilização de uma possível concessão do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, mais conhecido como Complexo do Ginásio do Ibirapuera, situado na capital de São Paulo, informa Felipe Montoro Jens, especialista em Projetos de Infraestrutura. O chamado público para a iniciativa privada que tem interesse em administrar o local foi realizado pelo governo no final do mês de julho.

O intuito da iniciativa é criar, com o apoio do setor privado, um complexo esportivo-cultural multiuso moderno e tecnológico. A estrutura do local inclui o ginásio do Ibirapuera, o ginásio Mauro Pinheiro, o conjunto aquático Caio Pompeu de Toledo, o estádio Ícaro de Castro Melo e ainda o Palácio do Judô, reporta Felipe Montoro Jens. O prazo para a concessão deverá ser de até 30 anos e o investimento necessário para a modernização do Complexo do Ibirapuera alcançará o montante de aproximadamente R$ 225 milhões.

Entre as nove empresas autorizadas para a avaliação do projeto, noticia Felipe Montoro Jens, através do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), estão as seguintes corporações: 1) T4F Entretenimento S.A.; 2) Unyco Marketing Esportivo Ltda.; 3) GL Events Centro de Convenções S.A. 4) Capital Live Gerenciadora de Eventos Ltda.; 5) Arena Assessoria de Projetos Ltda.; 6) DC SET Shows e Entretenimento Ltda.; 7) Consórcio Pyau Ibirapuera; 8) ESM Participações e Consultoria Ltda.; 9) AEG Administração de Estádios do Sudeste Ltda.

O Complexo do Ginásio do Ibirapuera ocupa uma área de cerca de 100 mil metros quadrados, dos quais 26 mil metros quadrados são de áreas ocupadas e 44 mil metros quadrados são de áreas construídas, que formam um estádio, dois ginásios poliesportivos, um palácio de judô e um conjunto aquático. Entre essas construções, o Governo do Estado já estabeleceu que alguns deles deverão ser demolidos para dar lugar a construção de novos complexos, informa o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

Em fevereiro de 2017, o governo falou publicamente sobre como a precariedade dos espaços que compõe o Complexo do Ibirapuera estavam prejudicando a realização de eventos de grande porte no local. Entre as áreas em pior condição, estão a pista de atletismo que fica no estádio Ícaro de Castro Melo, a qual tem funcionado apenas para treinos, e a piscina olímpica do Ibirapuera, que apesar de ter sido reformada no ano de 2013, possui descolamentos nos azulejos há mais de dois anos. Desde o início do ano, a piscina foi esvaziada para o seu conserto, e segundo os administradores do local, o erro foi da empresa responsável pela obra, que se comprometeu a refazê-la sem qualquer custo adicional.

Os estudos que obtiverem a aprovação do governo e forem utilizados no complexo receberão um ressarcimento cujo teto máximo é de até R$ 750 mil. Além disso, as empresas que tiveram autorização para desenvolver esse conjunto de estudos de viabilidade devem realizá-lo até o prazo máximo de 17 de outubro, ressalta o especialista Felipe Montoro Jens