Macacos que comem mais frutas possuem um cérebro cerca de 25% maior que os outros primatas

Entre todos os mamíferos, os primatas são os animais que apresentam os cérebros com tamanhos maiores em relação aos outros animais. É por causa dessa característica que eles conseguem praticar atividades mais complicadas, utilizando ferramentas e preservando relacionamentos de grupo, além de compreenderem respostas e serem comunicativos. Mas essa característica em especial não está ligada aos estímulos sociais, mas sim com a dieta apresentada por eles, e que se caracteriza principalmente pela grande ingestão de frutas.

Uma pesquisa foi divulgada na revista científica Nature, e apresentou um estudo que foi realizado dos cérebros de mais de 140 espécies de primatas, entre chimpanzés,  lêmures  e macacos. Foram analisados determinados elementos como a sua dieta, os hábitos e o seu tamanho. Entre os seus hábitos foram observados se eles vivem em grupo ou se são solitários, se eles apresentam relacionamentos mono ou poligâmicos, e se fazem parte de grupos maiores ou menores. As pesquisas mostraram que os primatas que possuem a sua dieta baseada na ingestão de frutas, possuem um tamanho cerebral maior em cerca de 25% em relação aos outros primatas com o mesmo tamanho, mas que consomem somente plantas.

De acordo com as informações dadas pelos pesquisadores, isso somente é possível pela maior quantidade de nutrientes que as frutas possuem, se fizermos uma comparação com a quantidade que é encontrada nas plantas. Os macacos que saem à procura das frutas pela floresta, estão aperfeiçoando o seu sentido de direção e também as suas capacidades motoras, para achar o seu alimento. Mas aqueles macacos que se alimentam de plantas, acabam ficando com menos energia e apresentam um período maior de digestão, ficando com uma espécie de cansaço mental maior. Por essas razões, os macacos herbívoros apresentam um tamanho menor do seu cérebro em relação aos outros frugívoros.

Essa descoberta feita por esse grupo de cientistas, trazem respostas completamente contrárias aos estudos que foram feitos anteriormente, já que eles revelavam que o tamanho cerebral estava diretamente ligado às pressões sociais de cada grupo de primatas. Esta afirmação significa que o cérebro desses animais apresentaria um tamanho de acordo com a quantidade de animais encontrada em seu grupo, juntamente com a dificuldade dos relacionamentos mantidos por esses animais.

 

Pesquisa diz que consumir três xícaras de café por dia traz benefícios à saúde

Consumir de três a quatro xícaras de café por dia ajuda a diminuir a possibilidade de desenvolver doenças cardiovasculares como ataque cardíaco e derrames. O risco em quem não consome café regularmente comparado aos que consomem é 19% a menos de doenças e 30% a menos de casos de morte.

Existe uma relação positiva entre o consumo do café e a diminuição do risco de desenvolver um câncer e doenças no fígado. Estudos indicam que as mulheres gestantes e as propensas a fraturas ósseas devem evitar o consumo da cafeína, pois nesses casos o café apresenta mais malefícios do que benefícios.

O estudo contou com estatísticas de 218 pesquisas realizadas com 70 tipos de resultados diferentes liderados pela equipe de pesquisa da faculdade de Southampton nos Estados Unidos.

No entanto alguns estudos apontam que a ingestão moderada de café é melhor do que ficar sem café. Os estudiosos dizem que as pessoas que querem apenas evitar doenças não devem começar a ingerir o café. Apesar de ter associação positiva, não é correto dizer que consumir café causa uma incidência menor de algumas doenças afirma o coautor do estudo, Paul Roderick.

Outras razões como a idade, o cigarro e a prática de atividade física podem ter uma consequência maior ou menor no desenvolvimento de algumas doenças, explica Paul. As descobertas defendem outras pesquisas sobre o café e são a favor do seu consumo moderado na superação de riscos.

O serviço público do Reino Unido, o NHS, recomenda que as mulheres gestantes não bebam mais de 200 miligramas de cafeína no dia, o que equivale a duas xícaras de café solúvel, pois a alta quantidade pode causar risco de morte ao bebê. As mulheres com risco de fraturas também devem evitar ou cortar de vez a cafeína do seu cotidiano.

O consumo recomendado para adultos é de 400 miligramas por dia. Essa quantidade não traz nenhum prejuízo à saúde, dizem os pesquisadores. Outros alimentos que possuem cafeína também devem ter a ingestão diária observadas, tais como alguns chás, chocolate, entre outros.

A ingestão moderada é segura e pode ser associada a uma dieta saudável pela maioria da população em idade adulta.

 

Livro sem marketing planejado se torna um dos mais vendidos do ano

espontaneamente o potencial da história se torna maior. Baseado nisso, o livro “Sapiens: uma breve história da humanidade” teve o seu sucesso alcançado, o livro já vendeu mais de 230 000 cópias, um feito e tanto para um marketing que teve como pilar o “boca a boca”.

Na revista Veja, o livro está no topo dos mais vendidos desde maio. Desde o ano passado, o livro que ainda não tinha conseguido o primeiro lugar dos não-ficção, estava na lista entre os dez mais vendidos da categoria em que atua. Ao todo são 50 semanas na lista do dez mais vendidos.

O autor do livro é o professor israelense Yuval Noah Harari, o livro possui 459 páginas e narra a história da humanidade através de informações de pesquisas científicas que incluem diversas áreas do conhecimento como biologia, antropologia e também economia. O valor da obra é de R$ 59,90.

De acordo com o editor Ivan Pinheiro Machado, não existe uma fórmula exata para esse sucesso, pois não tinha uma noção do resultado. A editora da qual é dono existe há mais de 40 anos em Porto Alegre, em parceria com o editor Paulo Lima.

O que encanta no “Sapiens” é a forma como a história é contada. Como se fosse um thriller, o livro conta como o Home sapiens conseguiu se sobressair diante das outras espécies de humanos e como permaneceu como o único sobrevivente. As diversas informações acabam gerando uma alta satisfação no leitor que terá um conhecimento maior sobre história, vida e civilização.

Foi na feira de Frankfurt, Alemanha, que os direitos foram adquiridos pela L&PM, na época o livro ainda não estava no topo de vendas. Depois de uma consultoria da área de antropologia e história para a avaliação da obra, houve uma unanimidade que confirmou o potencial do livro, o que levou a editora L&PM decidir por sua publicação. No mundo, o livro já foi traduzido para 45 línguas e foi recomendado por Bill Gates, Mark Zuckerberg e Barack Obama.

 

Luiz Carlos Trabuco Cappi deixará a presidência do banco Bradesco

De acordo com a divulgação da assessoria de imprensa do banco Bradesco, uma das maiores instituições financeiras do Brasil, Luiz Carlos Trabuco Cappi dentro de poucos meses será destituído do cargo de presidente-executivo para assumir a presidência do conselho administrativo da entidade.

O atual chefe-executivo afirma que o banco “tem condições” de escolher um sucessor ao cargo de dirigente seguindo a tradição de aproveitar os talentos existentes na cúpula da instituição. “Parte da cultura do Bradesco é privilegiar a prata da casa no processo sucessório”, destacou o banqueiro.

A expectativa é que o substituto seja um dos sete vice-presidentes da entidade, sendo a escolha mais provável um dos funcionários que possuem mais tempo de casa. Apesar de ainda não haver um nome definido para liderar o banco, segundo informações, alguns dos profissionais mais cotados são Mauricio Minas, vice-presidente de tecnologia da instituição, Alexandre Glüher, vice-presidente do setor de Relação com Investidores, e Josué Pancini, vice-presidente que atua no gerenciamento da rede de agências.

Tanto a renúncia do cargo quanto à escolha do sucessor para Luiz Carlos Trabuco Cappi foram atitudes pensadas e que vinham sendo maturadas há tempos. Foi o próprio presidente do conselho Lázaro de Mello Brandão quem decidiu se afastar do alto cargo administrativo. Entretanto, o executivo continuará na chefia do conselho administrativo das companhias controladoras do banco, entre elas a BBD Participações e a Fundação do Bradesco. Brandão, que iniciou sua carreira na instituição em 1942, quando ainda se chamava Casa Bancária Almeida & Cia e assumiu, inclusive, a presidência-executiva em 1981, na sequência do fundador Amador Aguiar, vinha exercendo sua função com maestria desde 1990.

A transição oficial de Luiz Carlos Trabuco Cappi para a presidência do conselho administrativo ocorrerá em março de 2018 após a assembleia dos acionistas. Todavia, o banqueiro informou que o nome de seu substituto pode ser divulgado antes do prazo. Até a data agendada para ocorrer a reunião do colegiado, Trabuco irá acumular ambas as funções. Apesar de ser comum no exterior o executivo-chefe exercer também atuar na presidência do conselho, o modelo não faz parte da governança da instituição, sendo esta apenas uma medida temporária. É necessário que a entidade entregue o nome do novo sucessor ao Banco Central 30 dias antes da assembleia de nomeação.

Antes de ser nomeado presidente, em 2009, Luiz Carlos Trabuco Cappi ocupou diferentes cargos no banco, onde iniciou sua carreira em 1969. Em 2015, foi responsável por conduzir a compra do HSBC no Brasil por US$5,2 bilhões, sendo esta uma das maiores fusões do setor no país. Em sua opinião, o que motivou Brandão propor a extensão do limite de idade para a permanência na principal função de chefia-executiva do banco, que rendeu um aumento de 24 meses, passando de 65 para 67 anos, foi a inconveniência da instituição ser obrigada a passar pela troca de direção durante um processo tão complexo como foi a aquisição do HSBC. Esta mudança nas regras permitiu a Luiz Carlos Trabuco Cappi mais dois no comando do banco.

 

BNDS tem redução de 20% nos desembolsos de recursos no primeiro semestre

Entre os meses de janeiro a outubro deste ano, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social apresentou uma queda de desembolso de 20% em comparação ao mesmo período de 2016. A instituição informou que a liberação alcançou R$ 55 bilhões. Os valores de aprovação totalizaram R$ 54,4 bilhões, uma redução de 13% entre os 10 primeiros meses de 2017. No acumulado dos últimos 12 meses as aprovações tiveram um registro de R$ 71 bilhões, 21% a menos, e de desembolsos o valor foi R$ 74 bilhões, 25% a menos que no ano passado.

Os desembolsos das micro, pequenas e médias empresas representaram 42,9% do total de janeiro a outubro deste ano. A instituição informou que as liberações para o segmento chegaram a R$ 23 bilhões, o que fez com que a trajetória crescesse na participação de liberação da instituição dessas empresas no período.

O crescimento do segmento da energia elétrica foi de R$ 10 bilhões, um aumento de 43% e uma participação de 18,6% dos desembolsos. Em relação a aprovação, o total do setor foi de R$ 12 bilhões, o que representa 182% de aumento de janeiro a outubro deste ano.

A agropecuária ficou com 21% dos desembolsos, o que representa um total de R$ 11 bilhões até o mês de outubro deste ano. O crescimento representa 9% em comparação a 2016, e em relação aos 12 meses o aumento foi de 14%, totalizando R$ 14 bilhões de desembolsos no período de novembro do ano passado até outubro deste ano.

Dentre os recursos liberados pela instituição na distribuição regional, a Nordeste representou um crescimento de 19% de desembolsos, ou seja, R$ 10 bilhões. Se forem analisadas as aprovações o percentual de crescimento muda para 117% no período. Nas outras regiões os resultados mostraram uma queda, no Norte foi (-9%), o Centro-Oeste (-12%), e o Sudeste (-33%). Apenas a região Sul apresentou crescimento em 3% das aprovações realizadas em 2017.

Outro recuo nas operações da instituição foi a fase de acolhimento das solicitações de financiamento, com um total de R$ 73 bilhões entre os meses de janeiro a outubro deste ano, um valor 11% menor que em 2016.

 

Países que mais gastam para proteger a sua fauna estão localizados na África Subsaariana

Apesar de não serem os países mais ricos do mundo, os pesquisadores ingleses da Universidade de Oxford, observaram que países subdesenvolvidos e com todos os problemas socioeconômicos difíceis que enfrentam, estão colaborando mais para a proteção das espécies que estão em risco de extinção, do que os próprios países mais desenvolvidos.

Esse estudo que foi feito em conjunto com a ONG Panthera, que é destinada a preservar os felinos selvagens, se dedicou aos mamíferos de grande porte, como hipopótamos, tigres e elefantes, analisando o comportamento de 152 países. Eles usaram três fatores, como a quantidade de espécies preservadas por leis exclusivas, a porção do território da nação que é ocupada por esses animais específicos, e qual o percentual utilizado do PIB para a proteção desses animais em risco de extinção. Nesse último fator, não foi avaliado se os investimentos foram feitos em espécies em extinção encontradas somente no país ou se foram para ajudar na proteção de animais de outros países.

As Américas do Norte e Central foram os continentes melhores classificados, com 90% das nações se dedicando de forma intensa na proteção das suas espécies em extinção. Em seguida veio a África, com 70% das suas nações sendo verdadeiros modelos de determinação na questão da preservação das espécies em risco.

Entre as cinco nações que mais preservam as suas espécies, as quatro primeiras posições são formadas por países da  África Subsaariana,  que são Botsuana, Namíbia, Tanzânia e Zimbábue. Esses países não enfrentam tantos problemas com conflitos étnicos e violência quanto outros países, como o Sudão e a Somália. Mas eles também não conquistaram uma certa estabilidade econômica e ainda dependem da agricultura de subsistência, além de precisar combater doenças como a AIDS, sem contar outras dificuldades no setor da saúde pública.

Os Estados Unidos ficaram em 19º lugar da lista, e os continentes que obtiveram as piores classificações foram a Europa e a Ásia, apesar da Suíça e da Itália destinarem somas satisfatórias de seus PIBs para a preservação de animais, inclusive em outros países.

De acordo com os pesquisadores, animais como gorilas, leões e elefantes, são muito importantes em ações ecológicas e também no setor turístico, duas bases da economia das nações africanas mais pobres.

China cria parque natural gigante para salvar o tigre siberiano

Em um local distante do mundo, na fronteira gelada entre a Rússia e a China, existem duas espécies de animais que estão correndo risco de serem extintos. O leopardo-de-amur é uma dessas espécies e ele é originário das montanhas de Sijote-Alín, onde precisa dividir território com espécies mais acostumadas com o clima gelado dessa região, como renas e ursos. Foram encontrados somente cinquenta animais dessa espécie, mas a quantidade desses animais cresceu de forma satisfatória na última década. A outra espécie é o tigre-siberiano, que é considerado o maior felino do planeta, pesando mais de 300 kg e chegando a 3,15 m. De acordo com uma lista sobre os animais em perigo de extinção da IUCN, existiam apenas 360 animais dessa espécie no mundo, sendo que a National Geographic declara que existem em torno de 500 animais.

Para tentar salvar esses animais da sua extinção, a China quer terminar até 2020, com a implantação de um parque nacional que possui cerca de 14.600 quilômetros quadrados, localizado nas províncias de Heilongjiang e Jilin. A área desse parque vai ser 60% maior, do que o conhecido parque encontrado no centro do território americano, o de Yellowstone. A área dele também vai corresponder a 9.240 parques do Ibirapuera, ou ainda dez vezes a área da capital paulista.

Apesar da grande parte desses animais viverem na Rússia, os chineses conseguiram transformar seus nove animais em 27, depois da proibição da exploração madeireira perto das fronteiras, há dois anos. A pressão para a aprovação dessa lei partiu de pesquisadores da Universidade de Beijing, que de acordo com a revista Science, eles também têm informações positivas em relação ao leopardo-de-amur, já que foram detectados 42 animais dessa espécie em florestas no nordeste do país.

Com esse projeto a China segue o caminho percorrido pelo território americano, que em 1916 fundou o NPS (Serviço Nacional de Parques). Atualmente essa entidade é responsável por 59 parques de proteção ambiental, como o famoso  Grand Canyon  e o parque de Yosemite, localizado na Califórnia. A China também já autorizou outro parque, que contará com uma área de 27 mil quilômetros quadrados e que será destinado para a preservação dos pandas. Cerca de 170 mil moradores precisaram sair dessa área para que esse parque fosse criado, segundo uma agência de notícias.

 

Atrasados do Enem é novamente atração no domingo de prova

Os atrasados do Enem nos últimos momentos antes de fechar o portão se tornaram um atrativo à parte para as pessoas que acompanham os seus amigos ou parentes até o local do exame. Hoje, o momento de fechamento do portão é veiculado por meios da imprensa e atraem pessoas alheias para uma pequena festa depois que o pontual portão se fecha.

Quem chega atrasado e se preparou para o exame sofre com a frustração de esperar mais um ano para fazer a prova e não é para menos. A alegria e a animação de quem está assistindo o “show dos atrasados” se tornou quase evento nacional distribuído pelas várias cidades brasileiras onde a prova é aplicada.

Na tarde de domingo no dia 5, aproximadamente 200 pessoas que procuravam por uma distração numa tranquila tarde se reuniram para assistir aos atrasados que apenas queriam não perder a prova do Enem. A aglomeração de pessoas que ficam de frente ao portão é a segunda barreira que o atrasado precisa enfrentar depois do tempo.

Na Uninove, na Barra Funda, bairro da zona oeste de São Paulo, depois que o portão fechou apenas um homem foi confirmar a perda da prova com um risinho de conformado. Integrantes de um programa humorístico de televisão abraçaram o atrasado.

Na correria para conseguir chegar antes do portão fechar muitas vezes o candidato se atrapalha mais ainda pela quantidade de pessoas que não vão fazer a prova e querem ver quem não vai conseguir fazer. Para amenizar a situação, um grupo identificado como Quero Bolsa, ajudou os candidatos fazendo um corredor humano para os que chegavam na última hora. Depois do portão ser fechado, a maioria das pessoas foram procurar outro entretenimento e alguns ficaram nos arredores em bares.

Os portões da Uninove foi aberto às 12h (horário de Brasília) e o último foi fechado exatamente às 13h.

A repercussão nas redes sociais gerou uma divisão de opiniões. Nos trending topics do Twitter com a hashtag “showdosatrasados”, alguns usuários se divertiam com os atrasos e outros não deixaram oculta a insatisfação com tamanha falta de respeito por quem vai ter que esperar mais um ano para fazer a prova.