52% das mulheres não fazem exames ginecológicos preventivos aponta pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) apontou que mais da metade das mulheres brasileiras não realizam exames ginecológicos preventivos, apesar de 86% dos brasileiros já terem ouvido falar do câncer do colo do útero.

O estado do Rio Grande no Norte é onde existe o índice mais baixo, sendo apenas 25% das mulheres que realizam exames rotineiros. Os estados que aparecem abaixo da média nacional estão Roraima, Mato Grosso, Tocantins e Bahia.

Na Paraíba é o local onde as mulheres mais realizam exames regulares que chegam a 75%.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer, o tumor que mais atinge a população feminina brasileira é o câncer no colo do útero, ficando atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. É a quarta causa de morte por câncer entre as mulheres no país, e faz por ano mais de 5 mil vítimas fatais e 16 mil novos casos.

A diretora da SBOC, Andréia Melo destaca que a negligência é preocupante. O exame é capaz de reduzir a incidência do câncer de colo de útero em até 80%. Ela explica que o procedimento é simples e pode identificar antecipadamente para ser tratada antes do tumor se desenvolver.

O exame de papanicolau é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos de idade, e deve ser feito uma vez ao ano.

A pesquisa apontou que os principais motivos que levam as mulheres a não realizarem os exames, são a falta de tempo e de plano de saúde. Outra parte disse que não realizam os exames por achar desnecessários esses exames preventivos. As mulheres que disseram não conhecer o câncer de colo de útero são uma em cada dez.

Andréia diz que para diminuir a presença da doença nas mulheres, é preciso utilizar meios que já possuímos como as vacinas e os preservativos. Os exames de prevenção são de extrema importância e são gratuitos a toda população. O tabagismo é outro grande vilão do câncer no colo do útero, destaca ela.

A pesquisa foi realizada com 1,5 mil homens e mulheres com idade a partir dos 18 anos de todas as classes sociais e de todas as regiões do país. A pesquisa foi intitulada com nome de  “Pesquisa sobre Conhecimento, Hábitos e Estilo de Vidas dos Brasileiros em relação ao Câncer”.