Israel quer que migrantes africanos ilegais saiam do país

No total são quase quarenta mil migrantes africanos, que o governo de Israel quer que deixe o país em no máximo noventa dias. Se eles persistirem em ficar no país, eles correm o risco de serem levados para a prisão.

Essa atitude do governo israelense causou protestos de várias entidades de direitos humanos, e faz com que o mundo todo tenha conhecimento do drama que esses milhares de africanos que não são judeus, sofrem há quase dez anos.

O governo de Israel está oferecendo aos migrantes africanos, passagem e cerca de US$ 3,5 mil para aqueles que desejam ir embora por conta própria do país.

Em Israel os migrantes africanos ilegais são na sua grande maioria vindos da  Eritreia e do Sudão,  e o governo quer promover à volta deles para esses países ou para algum outro, sendo que os destinos mais prováveis são Ruanda e Uganda, segundo declarações feitas por algumas organizações de direitos humanitários.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, declarou que antes já foram expulsos cerca de vinte mil migrantes e que faltam mandar embora o restante. Ele ainda afirmou que a presença deles é um perigo para a identidade judaica.

No momento existem cerca de 38 mil migrantes africanos em Israel, que o governo se refere como “infiltrados” e cerca de 1,4 mil estão detidos, segundo fontes do departamento de imigração do país.

Essa expressão “infiltrado” é usada pelo governo para mencionar aqueles que estão morando em Israel, mas que entraram ilegalmente no país. Apesar do governo ter feito essa exigência em relação à saída do país dos migrantes africanos, representantes do governo afirmam que isso ocorrerá de maneira civilizada e espontânea. Esse ultimato não inclui idosos, crianças e pessoas que foram vítimas de serviço escravo ou tráfico de pessoas.

Algumas organizações de direitos humanos e a ACNUR (Agência de Refugiados da Organização das Nações Unidas), acreditam que essas medidas desrespeitam as leis internacionais e as leis do próprio país. Existe grande preocupação por parte da ACNUR, com os migrantes africanos que estão sendo expulsos do território israelense.

A agência declarou que está faltando clareza por parte do governo de Israel, o que impossibilita o serviço de supervisão da realização das ações, que serão praticadas pelo governo durante todo esse processo.